sábado, 6 de novembro de 2010

Coisas de saúde à la ti Istari

Tenho andado a sentir-me mal. Vários sintomas que aqui não vou descrever porque... prontos pá... mas ei que a saúde 24 me manda para o Hospital Curry Cabral para ser avaliada

Chego lá, falo com as médicas e é mais ou menos este o resumo:

  1. "Ah isso deve ser infecção urinária. É só aguardar um pouquinho que já a chamam para a colheita"
  2. "Bem, afinal não é infecção. Será que tá grávida? Ainda tem chichi? É só aguardar que já a chamam para a colheita"
  3. "Olhe, não sei se é uma boa ou má noticia mas não está grávida. Isso devem ser gases. Se não passar vá o médico de familia que eu aqui não lhe posso fazer mais nada."

E pronto... 3horas da minha vida para me dizerem que poderia estar grávida mas afinal não. O que carrego dentro de mim são bufinhas.

E eu que já estava na fase de escolher nomes e imaginar o quarto do bebé enquanto esperava e pronto... esfumou-se tudo no ar. Literalmente

Serviços Nacionais

Numa altura em que só sabemos dizer que os nossos serviços nacionais não funcionam, porque é que ninguém fala da eficácia da linha Saúde 24?

Mal ligamos somos atendidos por profissionais de saúde (creio que na maioria são enfermeiros), que nos ajudam da melhor forma. Quando o caso é um pouquito mais grave do que sopas e descanso, enviam logo um fax para o S.U.B. ou Hospital mais próximo com os nosso dados o que facilita e dá prioridade ao nosso atendimento.



Melhor de tudo... é grátis!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Miguel Bolhas




Ontem fui ao concerto do Michael Bublé... como descrever tudo?




1) Lindo


2) De tirar o fôlego


3) Puro Entertainment




segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Finados & Natal

Hoje é 1º Novembro.

Dia de Finados. Antes de começar a trabalhar, este era um dia em que a minha presença na Amareleja não falhava para visitar as campas dos nossos amores que já partiram. Era o dia em que íamos de proposito para o Alentejo levar flores e lavar a campa da minha mãe e bisavós (habitualmente sujas pelas primeiras chuvas).

Desde que acabei a escola a tradição terminou. Assim como o nosso regresso dia 21 Dezembro para o mesmo ritual, desta feita pelo "aniversário" do falecimento dela. Agora tudo o que posso fazer (já que aqui como os trabalhadores estão praticamente contados para que o horario funcione e nem sempre podemos meter dias) é acender uma velinha nestes dias. Já que pensar nela penso todos os dias. Sentir a sua falta, já sentia ainda antes de ela me deixar definitivamente. Olhar a sua foto, todos os dias é a primeira e a última coisa que vejo antes de adormecer. O que me aflige por vezes? Lembro de tudo dela, menos a voz e a cara. Já são muitos anos, mas mesmo assim, fico com uma nuvem no coração sempre que ao lembrar-me dela, não me consigo lembrar bem da cara. Se não fossem as fotos, de certeza que essa imagem já se teria desvanecido...

Desde que me mudei então, a sua presença ainda está mais forte. Gostava tanto que ela conhecesse a minha casinha, o meu F. Se bem que da maneira que o meu menino é, de certeza que ela mo enviou para cuidar de mim.

O que vale é que também tenho outras maneiras de a homenagear. Como por exemplo, com o Natal. Pelo que o meu pai me conta, ela era um pouco doente pelo Natal. Tal como eu sou. Segundo o meu pai tenho muitas "pancas" herdadas. Como o meu tique, a mania de muito raramente comer tudo o que está no prato (nem que seja deixar 5 grãos de arroz), comer pão com chouriço mas desfazendo o pão aos bocadinhos e pôr quartos e quintos de chouriço em cima dos bocadinhos de pão e a minha pancada pelo Natal.


E eu sou mesmo doente pelo Natal. Em Outubro já só penso no Natal. Adoro ver as decorações, correr as lojas todas que tenham coisas com o tema, ir ve a árvore gigante, as decorações da Baixa, decorar a casa toda, pensar e preparar os presentes de toda a gente. Eu adoro dar presentes! Mas é que gosto mesmo. Levo meses a ouvir o que as pessoas dizem sobre o que gostavam de comprar, ou o que lhes faz falta... o maior problema é quando não oiço nenhuma informação... como este ano. Que não sei o que hei-de dar a quase ninguém :S Só tenho mesmo a prenda do meu irmão e da minha sobrinha em casa, já embrulhadas; e as prendas para o meu grupo de amigas da Univ.


E este ano o Natal tem também outro marco... o marco de: ou acabas a tese até ao Natal ou desembolsas 900€ cá com uma pinta que o F. te põe fora de casa...

Dia das Bruxas

Essa época tão especial para nós portugueses...


mas pronto, como já o ano passado me foram bater à porta a pedir Doces ou Travessuras, este ano, como sou deveras fofa, lá me fui atestar de Snickers ao Jumbo para estar preparada caso os catraios lá aparecessem à porta.


Só vieram 2 grupinhos. Um deles mascarados (com 2 dos harry potters mais fofos da História da humanidade, e uma bruxinha tão linda que só me apeteceu raptá-la!!!) e outros vestidos normalmente e com sacos de plástico para reunir os doces.


Nesse 2º grupo, um deles, com olhar de Gato das Botas diz-me: Não tem nada sem chocolate?? É que eu não posso comer chocolate...


Tadinho!! Partiu-se-me o coração todo! Vamos lá ver se eu no proximo ano me lembro de comprar doces vários e não apenas Snickers...

sábado, 30 de outubro de 2010

Carta aberta a todos os meus colegas, amigos e familiares

Só oiço dizer e só leio que Portugal está pior do que nunca. Que estamos num buraco financeiro e que nunca estivémos tão mal e bla bla bla...
Sim. Estamos muito mal. Sim, é verdade que estamos em crise, mas não me venham com tretas porque as pessoas que em Portugal, estão a sofrer verdadeiramente com a crise são as pessoas que vivem no interior, onde praticamente não há oportunidades de emprego. Ou as pessoas que já são um pouco mais velhas e que por causa da idade já não recebem propostas de emprego.Nas grandes cidades, sejamos honestos, só fica no desemprego quem quer. Quem se pode dar ao luxo de não aceitar qualquer coisa que lhe seja oferecida... Conheço muitas pessoas no Fundo de Desemprego porque ganham quase o mesmo do que se fossem trabalhar e por isso preferem ficar em casa a coçar a micose, e, ainda mais, os que andam a chupar o fundo de desemprego e depois andam a trabalhar, recebendo os ordenados por debaixo da mesa.
E as reformas, por muito duro que isto vos pareça, a verdade é que a maioria dos reformados nunca contribuiu com pevas para o país! O meu proprio avô me admite que recebe reforma das temporadas que trabalhou em França porque lá não perguntavam se as pessoas queriam descontar do ordenado, simplesmente descontavam. E quando os patrões perguntavam, cá em Portugal, se queriam descontar, todos diziam logo que não! Que queriam receber o ordenado completo. E hoje? Hoje andamos nós a trabalhar para pagar estas reformas e quando chegar a nossa altura, já não vai haver mama...
E desde quando, é que quando os nossos pais eram novos, ou mesmo nós quando éramos mais catraios, tinhamos uma vida melhor? Nunca estivemos nós tão bem! Nunca se venderam tantos carros de luxo, nunca se venderam tantos computadores, nunca se compraram tantas coisas topo de gama, nunca se esgotaram tantos concertos, festivais e salas de espectáculo...Nunca as lojas estiveram tão cheias, nem os casamentos foram tão cheios de cornicoques como actualmente.
Ainda me lembro do meu irmão (que é 11 anos mais velho do que eu) andar a poupar sei lá quantos meses, se não mesmo um ano, o seu ordenadito que ganhava na Fábrica da Robialac, para comprar um computador. E nunca na vida, me lembro dos meus pais terem ido jantar fora todas as semanas, como muita gentinha que conheço. Se íamos jantar fora, era quando o rei fazia anos.
Take-away?? Take-away era quando nos permitiam levar a paparoca da cozinha para a sala (para podermos ver televisão. Já que a sala era a única divisão com tv).
E roupas?? Roupinha dos putos era na Praça\Mercado ou da mais baratinha (tipo a do Continente) que havia, não havia cá roupa da Benetton (como a minha cunhada compra para a minha sobrinha, que se veste quase basicamente só com roupa desta marca). Sempre usei roupa rasquita no dia-a-dia. Roupa com mais qualidade, só nas datas especiais, tipo aniversários, Natal, passeios de escola, ou até mesmo no dia da Procissão (AHAHAHAHAH).
Não me venham cá dizer "AAAAAAH nunca estivemos tão mal como agora" enquanto conduzem a vossa carrinha BMW ou Audi ou Mercedes... ou enquanto estão sentados na vossa sala, na casa onde têem mil divisões (um quarto para vós, outro para um dos miudos, outro para outro dos miudos, outro para fazer de escritorio, a sala, outro quarto para o canário, outro para o cão e outro para o gato - sim... que eu e o meu irmão, com 11 anos de diferença, dormíamos no mesmo quarto - grande remédio - e o nosso escritorio era um cantinho na sala de estar e outro cantinho na marquise- sim, nós temos uma marquise, porque parecendo que não, ó vós que odiais os aluminios que cobrem as varandas desses prédios por Portugal fora, é uma divisão que se ganha para arrumos e para escritório, escritório esse onde se treme de frio no Inverno e se morre de calor no Verão, porque sejamos honestos os isolamentos não são grande coisa eheheheheh) Sempre que oiço esse choradinho a minha resposta é: Pleaseeeeee. Vocês merecem é um par de chapadas vindo de quem realmente está a sofrer com a crise.
Honestamente... eu sei que se lembram como eram as coisas, por isso não sejam hipocritas, tá?
Yours truly,
Istari
P.S. desculpem lá o desabafo, mas depois de passar a hora de almoço, a ouvir choradinho, não aguentei!!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Orgulho

Descobri hoje, que faço parte de 30% da população portuguesa, que completa os estudos da 1ª classe* ao 12ºano sem nunca chumbar... Até diria mais, já que completei da 1ªclasse até à Licenciatura sem nunca chumbar, devo ser parte de, sei lá, 15% da pop. portuguesa que consegue tal feito! E não digo o mestrado, porque a minha tese ainda não foi avaliada e é melhor não por a carroça à frente dos bois

Upa Upa... mas o que é que isso nos vale meus amigos? nada...rien de rien



*No meu tempo ainda era 1ª Classe e não 1ºAno meus amores!