terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mais de comida

Estou simplesmente farta de passar as minhas noites sem jantar. Nem é que lhe sinta falta nem sequer fome, mas quem sofre mais com a dieta é mesmo o meu F. já que eu como mais parece que estou até a ganhar raivinha à comidinha já nem tenho paciência para ir às compras, nem sequer para cozinhar.

Ou seja, tal como diz o povo, uns são parvos e depois quem sofre é o mexilhão.

Por isso, o dossier das receitas foi organizado de modo mais operacional, os livros da Nigella foram trazidos para as prateleiras da cozinha, o caderninho de receitas pessoal actualizado e está tudo pronto para voltar aos bons velhos tempos (mas com jantares mais leves para mim. Saladas e sopas frias bastam-me).

Assim, ontem fui atestar-me de bens essenciais e ao ver na zona dos legumes umas belas Beringelas Biologicas (e nacionais) decidi fazer Beringela com ovos para o jantar.

Infelizmente os únicos ovos à venda, ontem, eram de Galinhas criadas em gaiolas e eu desde que vi o documentário que o Jamie Oliver fez sobre o assunto fiquei traumatizada e nunca mais consegui comprar desses ovos.
Mas eis que antes de chegar à caixa, decidi ir espreitar os congelados e arrisquei-me a comprar SUSHI AUCHAN...

Veredicto: não foi o melhor sushi da minha vida, mas já não comia há tanto tempo (nem o meu pai nem o F. gostam e visto que 90% das vezes que janto fora, é com um ou outro...) que me soube mesmo que nem ginjas! Ainda por cima o kit traz pauzinhos, wasabi, picle gengibre e um molho de soja biológico maravilhoso. MAAAAS aquilo deve ser dose para duas pessoas, porque eu comi tudo e depois ia morrendo de tão cheia que fiquei (AHAHAHAHAHAH os meus dias de lambona ainda não chegaram ao fim)

Mas pronto... não sei é se os meus bleaders (como diz a Julie Powell) desejam que eu vos mostre as receitas que vou fazendo, já que apesar de muitos me lerem (sim... eu semanalmente inspecciono o sitemeeter) fora a Alice e a Paty, ninguém comenta :(

domingo, 29 de agosto de 2010

Já és mestre?

A todos os que me fazem a pergunta "Mas quando é que despachas isso??"

ACREDITEM que não há ninguém mais interessado em acabar a tese do que eu, tá?! Mas não é propriamente um T.P.C. porque se fosse, eu seria a última pessoa da turma a entregar a dissertação, e, pelo que tenho ouvido e lido... ainda não houve uma única entrega...


É algo muito trabalhoso, dificil, que faz esturricar os miolos... mas... se pensarmos bem, pelo menos para mim, até é algo que me dá muito gozo. Investigar, ler, ler, ler, magicar coisas, bater com a cabeça na mesa porque acho que o português está horrível (e há a eterna questão de eu não saber ainda muito bem colocar as vírgulas correctamente. É VERGONHOSO eu sei, mas é daquelas coisas que ou se aprende logo ou se luta o resto da vida com isso...), desesperar porque a escrita maricas não é propriamente o meu trunfo... Acho que quando finalmente acabar isto e estiver com a dissertação na mão, acabadinha, impressa e encadernada... até vou soltar uma lagriminha pelo canto do olho.

Glee

Para além de que ainda me farto de rir com cenas como esta



OU ESTA que foi a primeira coisa que vi desta série!




O F. não me entende. Esta é uma tradição que tenho sola eheheh

Glee


Estou viciada nesta série!!! Todos os domingos na FoxLife (para quem tenha o canal). É já uma tradição minha passar o domingo a cantar enquanto assisto.


Para além de que o prof. Schuester... ai ai... só eu é que nunca tive professores assim!




3 Meses

Há mais ou menos 3 meses que o F. e eu nos mudámos para a nossa casa. Até agora tenho adorado toda a experiência, mas não quer dizer que tenha sido perfeita! Mais por culpa minha que outra coisa.

É verdade. Passei do não fazer nada em casa (quando digo nada era mesmo nada, já que o meu pai fazia tudo desde limpar, a cozinhar, a passar a ferro...) a ser a Dona de Casa. Sempre que idealizava a nossa mudança, pensava sempre em ser uma Dona de Casa tipo Anos Cinquenta. Com tudo sempre perfeito, bolos sempre acabadinhos de fazer, sumos naturais e batidos sempre prontos para o meu F.

A realidade é um pouco diferente. Não sei se é por causa da dieta, mas estou sempre cansada. Mesmo que durma 12hrs por dia, estou sempre de rastos com dores no corpo... Desde que iniciei mais a sério esta restrição ao jantar (e pensar que quando a Nutricionista no inicio me falou que eu não poderia comer nada após as 18hrs me fartei de rir na cara dela!) nem me apetece cozinhar. Ver comida, sentir-lhe o cheiro... blargh...

Ai e a comida que se estraga... a comida que se estraga... Nunca pensei que a fruta se estragasse tão depressa quando só uma pessoa a come (o F. praticamente não come fruta), tal como alguns legumes que compro. Visto que agora praticamente não faço o jantar, ou melhor, faço uma porção enooooorme uma ou duas vezes por semana e o F. vai almoçando e jantando daí, nem sei bem o que comprar e fazer... é que se o meu congelador tivesse um tamanho decente, podia ir congelando os legumes... mas, digamos que os frigoríficos encastrados não são propriamente feitos para alguém que gosta de ter comida dentro deles (eheheheh) Mas mesmo antes disso, eu e o F. somos os 2 tão tolos que deixávamos os bolos, que eu fazia, estragar-se pois (e agora leiam com atenção) eu não comia para ele comer, e, ele não comia para sobrar o suficiente para o meu lanche. Quando finalmente decidíamos e\ou nos juntávamos para o comermos, já o bolor fazia uma festa orgásmica na sua superficie...


De resto... tenho feito um óptimo trabalho. A casa está sempre impecável. O meu hubby é um homem de sonho que para além de tudo o resto ainda me ajuda imenso e me apoia em tudo e me faz surpresas como lavar-me o carro, pôr-lhe gasóleo e verificar o ar dos pneus, enquanto eu estou no trabalho (sei que agora ficaram: e isso é uma surpresa?? Mas para mim é. Estas pequenas coisas do dia-a-dia que ele sabe que não gosto muito e que ele faz sem eu sequer lhe pedir, para mim, são maravilhosas).
Mas não deixa de ser irónico que eu, Istari-a-obcecada-por-comida esteja a perder qualidades nessa área. E o pior? Após 39 dias de restrições ainda não fui abaixo dos 63kgs...

sábado, 28 de agosto de 2010

FADA DO LAR...mas pouco

Continuando no tópico de baixo... esta cicatriz fi-la ao manobrar a arma perigosa que é a famosa panela eléctrica (como querem que eu explique à madrinha do meu pai, de 78 anos de idade, o que é a Bimby? É obvio que lhe disse que era tipo uma panela electrica...)


Sendo eu toda maricas, sempre à procura de receitas que nunca tenha experimentado, decido fazer arroz de limão na bimby.

Ponho o cesto no copo, até aqui tudo bem, sigo os passos todos - continua tudo bem - o arroz fica pronto ( e para além de continuar tudo bem, cheira maravilhosamente) e... bem... como raio é que eu agora tiro o cesto de dentro do copo?? AH... era com a espátula da Bimby...

Fico a olhar, como um boi para um palácio para o cesto e para a espátula a tentar perceber como usar aquilo para tirar o cesto, lá acabo por encaixar a espátula na reentrância do cesto, mas assim que levanto o cesto a espátula sai do sitio e aquilo volta a cair dentro da bimby...

vou buscar um tupperware (há que apreciar a minha genialidade), volto a por a espátula na reentrância, e levanto o cesto o mais depressa que consigo para pôr dentro do tupperware e assim levar tudo para cima do balcão.

Agora... tenho que explicar que tenho eczema nas mãos e que a minha pele me cai mil vezes ao ano, e que por isso sou muito mais sensível ao calor e ao frio (ao toque) do que a maioria das pessoas.

Não me perguntem se foi por aquilo estar quente, se simplesmente porque sou eu a Istari-a-que-leva-o-dia-inteiro-a-deixar-cair-coisas-para-o-chão, mas a verdade é que o tupperware e o cesto me saltaram das mãos e eu a tentar agarrá-los, sem perder o fruto de todo aquele trabalho, me troquei toda e o arroz que havia sido cozido a 100ºC (e alguma águinha) me aterrou em cheio em 3 dedos da mão direita.

A mão... bem... instantaneamente ficou vermelha-tomate, mas graças ao Halibut (que sei lá com quantos quilos barrei a mão) fiquei apenas com uma cicratiz de um centimetro no dedo anelar direito.

O arroz (o que sobrou) estava delicioso.

O F. coitado, ia morrendo do coração quando chegou a casa e eu tava a vêr a Oprah, a chorar, agarrada a uma mão completamente branca, de tanta pomada que tinha em cima... o rapaz é um mártir

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

"Olhá Bimba!"

Foi o alegre cumprimento que o meu F. deu à caixinha mágica que dá pelo nome de Bimby.


É verdade, ainda não falei de nada do que se passou neste meu último aniversário. O turismo que se fez vou deixar para outro post (para pôr algumas fotos) vou agora fazer um post onde vos vou falar da prenda que o papá me deu.


A Bimby.


-É fantástica? - perguntam vocês

-É! - digo eu

-É mágica? - perguntam vocês

-Não! - respondo eu enquanto reviro os olhos...


Ora bem, a Bimby é uma máquina fantástica, mas não é mágica como muitas pessoas pensam. Têm que cozinhar à mesma minhas amiguinhas! A única diferença é que enquanto que na cozinha tradicional, normalmente temos que estar de olho para que os alimentos não se queimem, vamos mexendo sempre a paparoca, e, temos muito a mania de provar de vez em quando e acertar os temperos enquanto esperamos que a comida fique pronta, por seu lado na Bimby, pomos os alimentos, fechamos a tampa e só voltamos a abrir quando aquele passo ficou completo (ex: pomos os ingredientes para um belo refogado, regulamos a temperatura e os minutos. fechamos a tampa. quando o refogado está pronto, a bimby apita. abrimos a tampa colocamos os ingredientes seguintes, regulamos a temperatura e os minutos, fechamos a tampa....).


Agora não me venham dizer (como já algumas pessoas me disseram) "Ai não quero nenhuma Bimby! Eu adoro cozinhar!". A minha resposta é: E O QUE É QUE O CÚ TEM A VER COM AS CALÇAS?! AHN?? Querem ver que também preferem o passe-vite à varinha mágica? Lavar à mão no tanque em vez de usar a máquina de lavar roupa... A Bimby não faz tudo sozinha! As senhoras doutoras vão cozinhar à mesma! A diferença reside apenas no facto que não temos que estar a vigiar constantemente o tachito. Podem, por exemplo, preparar tudo e ir tomar uma bela banhoca. Ou ir passar a ferro. Ou brincar com os filhotes. Ou... ver um filme descansada! Cozinham à mesma, boa? E nos fóruns e blogs que há por essa internet fora, acreditem que vão descobrir receitas de que nunca ouviram falar.


Mais coisas boas que a Bimby tem... confesso que não a uso tanto como julgava. Uso mais para fazer sopas (ficam deliciosas), cozinhar a vapor (o meu robalo com molho saké é de comer e desmaiar por mais), fazer sumos (uhmm... sumo de cenoura...). Ainda não experimentei doces nem bolos.


A bimby é uma balança maravilhosa! Ainda no dia em que fizemos o Chirniqueiro, usei só como balança (para espanto do F. que só me perguntava pela balança digital que me deram no Natal). Podemos pôr (por exemplo) 50gr de farinha e se carregarem no símbolo da balança novamente, podem pesar o açúcar sem precisarem de retirar a farinha.

Sempre que pressionamos o simbolo da Balança, ela fica automaticamente a zeros o que é fantástico, pois não temos que andar sempre a pôr e a tirar ingredientes do pratinho.


Agora... vamos passar ao menos bom:


- Não. O mito de que a Bimby se lava sozinha não passa disso mesmo. De um mito. Têm mesmo que a lavar, ou então pôr na máquina (confesso que lavo sempre à mão porque na máquina vai ficando baça)


-A comida fica tão boa como estamos habituados? Não. Infelizmente, aí tenho que dar a mão à palmatória, pois os pratos tradicionais não ficam tão bons. A minha teoria é que enquanto vamos mexendo, estamos sempre a provar e a rectificar e na bimby como fechamos a tampinha, não há tanta tendência a provar e a acertar os temperos. É claro que eu sou maçarica e que as profissionais do assunto de certeza conseguem pratos igualmente deliciosos ao modo tradicional de cozinhar.


-Não, não dá para programar a Bimby e chegar a casa com o comer pronto. Porquê? Porque na maioria dos pratos existem vários passos necessários - não há nenhum que seja pôr lá os ingrediente e já está - e também porque não existe nenhum relógio que possamos programar.



Continuo satisfeita? Continuo. Abriu-me os horizontes a montes de pratos que eu não conhecia, é uma maneira simples, fácil e rápida de preparar uma refeição e permite gozar muito mais o tempo que temos disponivel, já que não temos que estar sempre com medo de deixar o tacho ao lume.