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sexta-feira, 9 de março de 2012

As Palavras que Nunca te Direi


Já aqui disse que gosto bastante de ler literatura-pipoca, mas não sei porquê este não me agarrou.
Uma colega emprestou-me o livro, pois diz que gosta bastante deste autor.
Eu, honestamente (e sei que isto vai parecer snob) achei que a história tinha potencial mas a escrita não foi bem conseguida. Achei um pouco básica, até. Parecia um guião de um filme. A acção desenrola-se à base dos diálogos e o autor não parece atrair o leitor para o mundo das personagens... mesmo para livro-pipoca, não gostei muito. Podia ser melhorzinho. Até porque a estória até é uma história de amor triste. E eu adoro histórias de amor tristes. Também posso ter lido numa altura má. Por vezes não gosto de um livro e se ao fim de algum tempo lhe volto a pegar, por vezes até me apaixono... pancas!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Ainda o acordo ortográfico

Do livro Claraboia, houve uma coisa que não expliquei... como foi editado há poucos meses, está já sob o novo acordo ortográfico. E não imaginam o horripilante que é, ler um livro do Nobel português, com esta nova maneira horripilante de escrever. A minha primeira impressão era sempre: UH!olha um erro :S

O meu arrepio na espinha é tão grande, que encomendei o 1Q84 do Haruki Murakami na Wook em versão inglesa. Em inglês por 3 razões:

1º É mais barato encomendar em inglês do que em português
2º Os 3 volumes estão já disponíveis - e não apenas o primeiro
3º De certezinha que em português está já com a grandessíssima bosta do acordo

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Clarabóia

O livro esquecido de Saramago. Um dos primeiros a ser escrito, e que ele nunca quis ver publicado, mas que a sua esposa publicou após a sua morte.

Eu gostei muito do livro. Mesmo muito. Entramos facilmente na história e vivemos a vida daqueles vizinhos. Torcemos por uns, simpatizamos com outros, desejamos mal a um em particular...


Mas realmente percebe-se que foi um dos primeiros livros a ser escrito pelo nosso Nobel. Porquê? Porque tem pontuação!!!! eheheheheheheheheheh

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Norwegian Wood

1º livro de 2012... Norwegian Wood. Foi uma boa estreia para 2012. O livro é o tipico livro do Haruki Murakami (daquilo que tenho lido dele). Simplesmente lindo e poético, sem deixar de pôr de lado a parte carnal de um amor (vamos lá ver se apelamos aos homens para começar a ler H.M.). Claro que o final tinha que ser o tipico que me faz, quase ter vontade de abanar o livro enquanto livro: "E AGORAAAAA?!!?!?!?!! O que acontece depois?????!?!?!?!"
Agora resta-me saber onde raio posso encontrar o filme :D é que depois de saber que foi adaptado ao cinema, quero muito ver esta película!!!! Ainda por cima em versão nacional! Não é nenhuma versão americana que não consegue apreender a linguagem e poesia propria de um autor japonês.
Numa outra nota, em 2011 apenas li 16 livros :S fiquei desiludida... pensei que tivessem sido mais... mas oh well.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Anibaleitor


É um livro engraçado, lê-se muito rapidamente mas deixa algumas marcas!

A escrita de Rui Zink é completamente diferente daquilo que já li nesta vida. Consegue, numa página, fazer-nos sentir o turbilhão de emoções e pensamentos que poderão passar pela mente de quem se vê perante uma página em branco. Fez-me recordar o porquê de eu amar, tão intensamente, a palavra escrita. Apesar de eu confessar que sou também uma grande viciada em televisão. Nos meus tempos aureos, chegava a passar 8-12hrs em frente ao cubo mágico. Mas não me digam que não se aprende! Aprendi muito, a ver o cubo mágico! Existem muitos documentários, e mesmo séries e filmes, com os quais se pode aprender! Não é apenas estarmos vegetais! Os programas também podem desafiar a nossa mente! Não são apenas os livros que o fazem. Até porque não nos podemos esquecer que existem também alguns géneros de livros que nos estimulam tanto como irmos ao cinema ver o gato das botas. Estimula o riso, mas aprendizagem é 0.



A história gira em redor de um rapazola malfeitor que acaba por engano, membro da tribulação de um barco que vai à caça do gigante Anibaleitor. A besta (ou monstro, como preferirem) que lê! E que incute o gosto da leitura a quem, anteriormente, ficava amorfo a ver uma caixa com imagens que se mexem.




Qualquer semelhança entre Anibaleitor e Kong, não é pura coincidência!


domingo, 18 de dezembro de 2011

Um Amor em Segunda Mão



Foi o primeiro livro que li desta autora e gostei bastante. É um livro leve, mas muito bem construído. Diversas personagens povoam a narrativa, sendo que várias histórias se cruzam ao longo do livro. Poderiam até achar (só de ver o título) que se trata de um daqueles romances cheios de mel e muito parecidos com novelas mexicanas, mas não! Aliás a história de amor é de tal forma interessante que ao longo do livro, vamos torcendo por diversas personagens.


A personagem principal tem uma loja de roupa vintage, e para quem se interessa pelo tema o livro é também interessante pois percebe-se que ou a autora tem também um amor especial por roupa que já muito viveu ou fez muito bem a pesquisa! Mas para mim, o facto de ter uma loja torna-se ainda mais interessante, pela visão que dá dos clientes! Quem trabalha com público também se irá rever muito nessa parte!

Ao longo da história, viajamos por Inglaterra, França e até no tempo! Mas mais não digo. Comprem e leiam! Recomendadíssimo!!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol


O que eu posso dizer para além de: a escrita deste homem, faz-me querer arrancar todos os caracteres de todas as páginas para poder saboreá-lo melhor!!!
"Às vezes as pessoas estão condenadas a fazer mal a outros seres humanos, pelo simples facto de existirem"

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Clube de Tricô de Sexta Feira à Noite



Custou-me bastante acabar este livro. Escolhi pela temática, mas as personagens não me conseguiram prender, o tricot não é assim tão importante e até mesmo a parte dramática achei fraquinha-fraquinha.




Nem livro-pipoca é... bem... venha o próximo (que já me prendeu mais nas primeiras páginas, do que este em toda a história).

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Books!!!



Todos os livros que tenho andado a comprar, mas ainda não comecei a ler... muito bem guardadinhos pelo meu Sméagol!

sábado, 30 de julho de 2011

Harry Potter e os Talismãs da Morte parte 2

Eu sou uma desnaturada e só fui ver o 1º filme do Harry Potter ao cinema. Todos os outros vi em casa. Mas o último teria, obrigatoriamente, que ir ver ao cinema! Nem que fosse a uma sessão estapafúrdia! Nem que fossem em 3D!!! E graças a Deus que ainda há cinemas (... el corte inglés...) que ainda passam filmes a 2D mesmo com toda esta loucura do 3d (que eu odeio, que me faz doer a cabeça, e que me faz ouvir os filmes sem olhar sequer para o ecrã gigante).



Eu fui daquelas pessoas que só descobriu o Harry Potter, depois de ter visto o filme. Praticamente, foi sair da sala e ir comprar o livro. E ir comprar o 2º. E o 3º e o 4º e o 5º... ficar em agonia até sair o 6º e ler o livro da minha colega M., que tal como eu não conseguia esperar meses pela versão traduzida e comprou em inglês. E acontecer-me o mesmo quando saiu o 7º e simplesmente comprar a versão inglesa e devorar da 1ª à última linha... A J.K. Rowling é uma escritora fenomenal, que nos consegue prender na sua teia e quando damos pelo facto de que existe um mundo fora daquelas páginas, à nossa espera, já o livro acabou e já o desespero se forma na nossa mente... "E agora?? E agora??? O que acontece?!?!? Quando saí o próximo livro???NÃO!!!!!!!!" Mas, digamos a verdade... os livros são assim fantásticos e viciantes, porque ela os começou a escrever em terras lusas! Se o tivesse imaginado no UK de certeza que saía dali uma coisa sem graça! Agora o Harry é do Puerto carago!!! É por isso que ninguém se mete com ele!



Mas chegou a hora da despedida e há coisa de 2 semanas atrás, juntei a minha companheira destes assuntos mágicos e vimos, em casa, Os Talismãs da Morte parte 1, para relembrar o que aconteceu e para termos o fio condutor mais próximo da memória...



A 2ª parte é emocionante. É o grande confronto de titãs. A hora da justiça final! Faz-nos rir, faz-nos recear, faz-nos dizer: óoooooh e faz-nos choramingar... (em especial, a parte da trama sobre o Snape. Umas das minhas personagens preferidas e que mais me custou perder... I LOVE YOU SNAPE!!!).



A fotografia do nosso Eduardo Serra (PORTUGAL!PORTUGAL!PORTUGAL!!!) é simplesmente de tirar o fôlego. Capaz de apelar ao nosso lado mais tenebroso e dramático. Não é por nada que ele é um dos melhores da sua área, e que já foi nomeado para Óscar.



A parte do filme mais estúpida, parva, mal-feita, com caracterização mesmo muito pobrezinha e ao nível de um filme rasca de 1960 foi mesmo o final. O que é triste. Fizeram tudo bem, até aos minutos finais... O que é aquilo meu Deus?! A sala desatava a rir, sempre que aparecia a Ginny... meu Deus, pobre rapariga...



Adeus Harry... you shall be missed!

A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo


Atenção, não sou eu! É o regresso da minha Lisbeth.




Tenho tido pouco tempo para ler, e esta coisa dos turnos rotativos vai-nos queimando o miolo, mas depois de para aí 2 meses, lá peguei novamente no livro para não mais largar. E depois não ajuda o facto de me pôr a ler o Murakami ao mesmo tempo (o Underground é arrepiante! em especial, se tivermos em conta todos estes últimos acontecimentos... qualquer dia sou agorafóbica...).



Mas, tal como o volume anterior, este continua a seguir a história da Lisbeth (que é sem dúvida uma das personagens femininas mais fantásticas de sempre) de um modo tenebroso, mas ao mesmo tempo viciante e que nos põe sempre a soluçar por mais... Assim que acabei este livro, tive que ir buscar o 3º da saga. Não aguentei não saber o que poderia acontecer (apesar de já ter visto os filmes... é verdade! Mas a verdade é que normalmente há sempre coisas diferentes - por exemplo o médico do 3º filme é um borrachinho que se sente atraído pela Lisbeth e no 3º livro o médico tem 50 e poucos anos...).



Na verdade, agora, após perceber melhor o porquê de certas coisas que acontecem nos filmes, ainda tenho mais vontade de os rever! Como o F. não gosta muito de ler, não percebe o porquê de eu querer ler livros de filmes que já vi, assim como o oposto... Mas a mim, dá-me ainda mais gozo ver se fazem como eu imaginei, ou se o filme foi uma boa adaptação do livro. Até agora, esta saga, complementa-se maravilhosamente. E se os filmes me fizeram ir à procura dos livros, estes últimos vão com toda a certeza, fazer-me rever os filmes e a grande Noomi Rapace que é uma Lisbeth simplesmente maravilhosa.


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Big mistake! BIG! HUUUGE!!!

A minha querida Goré (mamã mai linda!!) ofereceu-me um livro nos anos, que infelizmente eu já tinha. Fui então fazer a troca e escolhi um do Haruki Murakami que eu queria muito ler - o Underground - em que ele aborda os ataques terroristas no metro de Tóquio. Como não estava disponivel (só havia um exemplar no Chiado) encomendei e fiquei à espera algumas semanas agonizantes.
Ontem quando acordei, vi que o meu F. já o tinha ido buscar e que o Murakami me chamava à sala.Sentei-me só para ver como tinha ele escolhido fazer o livro.
E li.
E li.
E li.
Só mais uma entrevista.
Pronto! Só mais uma!
Ai a aula de costura...tenho mesmo de te largar...
Mas veio a noite e aquilo continuou até às 2 da manhã.... só mais uma, só mais uma... e agora tenho 3 livros na mesinha de cabeceira!
A minha Lisbeth
O livro da Ali (a ver se me inspira a mexer o rabo - mas como está escrito com o novo acordo... não me está a inspirar lá muito, não)
E o ranhoso do viciante Underground...
AAAAAI!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Lisbeth...

Ai Lisbeth... desde que vi os filmes que fiquei ligeiramente apaixonada pela personagem. Em parte porque me revejo um pouco (apesar de não ter piercings, nem crista, nem tatuagens - estas principalmente só porque tenho medo que a tinta me faça alergia, já que eu sou alérgica a tudo e mais alguma coisa), e por outro lado porque foi belamente interpretada pela Noomi. Até o nome Lisbeth. Adoro! Claro que depois dos filmes, tive que comprar os livros (naquela edição fofa da Bertrand) e estes até têm lugar de destaque na minha estante - pus de lado para que se veja o dragão, da tatuagem dela, em grande plano.

Devo dizer que ainda gostei mais do livro (como creio ser habitual a todos os ratinhos de biblioteca), mas o filme nunca me saiu da memória e vejo agora que foi uma bela adaptação da obra.
Confesso que foi uma bela surpresa, e provou-me mais uma vez, que por vezes as criticas que lemos das obras não querem dizer nada. Quando andei a investigar os livros, por causa dos filmes, li criticas que a personagem da Lisbeth é um exagero, quase uma super-heroina e bla bla bla e tudo o que eu vejo quando leio os livros e vejo o filme é uma mulher extremamente humana, que já sofreu muito e que é por isso que é tão soturna. Só quem já sofreu entende que depois disso, nunca mais somos totalmente felizes e alegres. Até mesmo eu, que o que sofri não foi directamente e sim ao ver o sofrimento da minha mãe... a perda dela nunca mais deixou de ensombrar a minha alma. Tive mesmo fases, em que como a Lisbeth só queria estar à parte do mundo, e vestir-me toda de preto para a imagem por fora espelhasse a côr da minha alma. Claro que ultrapassamos a dor. Mas nunca totalmente... O medo de se voltar a repetir... esse, fica sempre cá.
Fiquei fã e viciada e já não consigo largar a 2º volume da saga

terça-feira, 5 de abril de 2011

Desisto

Decididamente, desisto. Este livro é demasiado chato. A tradução também me começa a enervar e por isso está posto de lado até decisão em contrário. Com tantos livrinhos bons à minha espera, não me estou para chatear. Por isso troco este Por este Até agora estou a adorar a aprender muito. Mas sim, eu vou lendo e estou sempre a enganar-me a mim própria repetindo mentalmente "Em Portugal não é assim. Não pode ser! Não acredito!"

domingo, 20 de março de 2011

Sophie Kinsella

A Sra. Dona Sophie Kinsella está perigosamente a tornar-se numa das minhas escritoras favoritas. OH MEU DEUS, dizem já vocês, QUE FÚTIL!

Bem é que simplesmente há momentos em que não tenho paciência para livros muito complicados e parados na história (como o que tenho aqui na sidebar). Momentos em que o melhor livro a ler é uma história leve, divertida, que me faça rir, que me faça chorar, que me faça apaixonar pelas personagens... e até agora, tirando os livros do Astérix e do Calvin&Hobbes, os livros desta senhora foram os únicos a conseguir fazer-me rir em voz alta enquanto os leio. Mas quando digo rir em voz alta, digo ao ponto do meu pai ir espreitar-me para ver o que se passava...

Foi por isso, que numa ida ao Jumbo (em que acabo sempre por passar na secção dos livros) vi o novo livro dela e não resisti e tive que o comprar. E quando o guardei na estante, na minha secção de livros a ler, ele não se manteve lá nem 24hrs porque, basicamente, queria ler e não me apetecia o Três Mulheres Poderosas - que até agora estou a achar bem aborrecido.

Tal como os outros dela, adorei a história e as personagens. Gostei tanto como a primeira aventura da Louca por Compras, e apesar de ser um livro bem grandote, despachei a sua leitura em 2 ou 3 dias. A Sadie (a rapariga dos anos 20) é simplesmente maravilhosa e contagiante. E a sua sobrinha-neta é louca como algumas pessoas que eu conheço *cof cof*

A sério. Se vos apetece algo de leve, divertido, entusiasmante e super viciante... comprem que não se arrependem ;)

Só tenho pena que a capa portuguesa (em cima) seja um pouco foleira. Gostei bem mais da versão original (abaixo) que tem bem mais a ver com o livro (e com o que ela fala de verdadeiramente vintage ao invés das imitações de hoje em dia)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sepúlveda

Ando numa fase mariquinhas. Em que tudo me deixa com as emoções à flor da pele. Em que até um episódio da nova série 90210 (da qual, em 3 series devo ter visto 10 vezes) me faz choramingar. Foi por isso, que quando chegou a hora de escolher um novo livro, acabei por escolher este. Ontem acabei lê-lo. É que apesar de estar ansiosa para ler as aventuras da Lisbeth, acho que se o fizesse, das duas uma, ou acabava por adormecer de tanto chorar, ou não dormia nada a pensar na violência com que a atacam de todos os lados. É por isso que me apeteceu ler algo que sei que é para crianças, mas que me pareceu tão lindo. E tem gravuras tão amorosas. Daqueles livros que involuntariamente nos fazem ler em voz alta. Daqueles que estamos tão envolvidas na leitura em voz alta, que subitamente o F. espreita para ver com quem é que eu estou a falar...

Como todos deste autor, foi simplesmente lindo. Tocante. Meigo. O livro perfeito para se ler a um filho ou sobrinho. Acabei de lagrimazinha ao canto do olho, o que num livro infantil é sempre bom.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Livro

Adorei este. Mais do que assistirmos ao desenrolar da história, mais do que lermos o que sucede enquanto mantemos uma distância das personagens (como quando vemos um filme na televisão) este Livro transporta-nos para o seu interior. Quase como se fôssemos figurantes. O realismo, os regionalismos, tudo isso transporta-nos para outras décadas e para outras vidas que não as nossas. Gostei tanto, que a certo ponto, comecei a escrevinhar passagens para o projecto que falei abaixo. Coisas que não quero esquecer. Expressões tão próprias e histórias tão nossas.


Mas, subitamente, quase no final do Livro, somos praticamente expulsos da história e somos remetidos para um papel de ouvinte (Subitamente não somos mais do que um ouvinte de um programa de rádio).

Adorei. É daquelas obras, que sinto que merecia ser de capa rígida (Eu sei que isto deve ser só pancada minha, mas acredito que as boas obras, deviam ser todas em capa rígida. Dá-lhes um ar mais de Livro com maiúscula... um ar mais solene)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Foram precisos 7 anos, mas fiz as pazes com o Saramago

É verdade! Foi mais ou menos à 7 anos atrás que comprei o Levantados do Chão para ler nas férias. Sim... escolhi esse porque a acção decorre no Alentejo e com alentejanos - eu sou muito previsível, eu sei. Adorei a história, mas não consegui seguir muito bem o raciocínio e aquele estranho modo de escrever. Acabava de ler uma página e tinha que voltar ao inicio, porque simplesmente não tinha percebido nada de nada!!

Deixei de parte e segui para outro que tinha comigo, mas por vezes, lá voltava eu a tentar, mas nada. Ganhei raiva ao autor "Mas o que é isto?!? Um livro que eu não consigo ler?!?!?"

Ao fim de todos estes anos, a percorrer os corredores do Jumbo, agarrei em mais um livro dele. Desta feita, naqueles poucos minutos tudo me pareceu simples de ler. Decidi arriscar e comprei. A medo, peguei-lhe em casa algumas vezes até realmente iniciar a sua leitura. Depois de começar, foi viciante. Adorei o livro, a história, o modo de escrever, ri, choraminguei... Acabei ontem à noite até com muita pena e tristeza de ser tão pequeno. Queria saber mais!!! Agora, não sei se arrisco a dar mais uma hipótese ao Levantados do Chão, ou se compro o Caim... mas se tivermos em conta que devo ter uma dúzia de livros em casa à espera que eu os leia, e mais um encomendado na Wook - não conta para a arruinar a resolução! Só comprei porque o vale de desconto estava a chegar ao final do prazo!! - talvez seja melhor decidir mais tarde o caminho a seguir.

E sim... comprei este porque era sobre um elefante. Eu sou muito previsível. Eu sei ;)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Eu disse

Eu disse que não sabia se ia resistir...




Já estão na prateleira dos que me faltam ler!! Wu-UH!!! (de notar que esta fileira da frente, esconde o inicio de mais uma fileira atrás... talvez seja melhor parar de comprar compulsivamente, até ler os que faltam, não?!?)


Não estão bem acompanhados pelas papoilas da minha querida Ana Oliveira?? Mais uma encomenda feita no blog, para oferecer a outrém, mas que não tive coragem de dar (e no fim das contas ainda bem. Teria ficado mais que arrependida em ter perdido este pedacinho de arte, para alguém que se veio a revelar tão pouco merecedor) Começa a ser preocupante, mas tudo o que encomendo para outros, no blog dela, não resisto e ficam para...bem.... moi.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Caderneta de cromos

Comprei o último livro do Nuno Markl e devo dizer que é mesmo uma viagem down the memory lane.

Estou a adorar esta colectânea de memórias da minha infância. Ele fala de tudo!! Desde os Jogos sem Fronteiras à bela da caneta Bic... É sem dúvida uma bela prenda de Natal (a Caderneta que vou dar ao meu irmão já aqui está - sim...leram bem. Eu começo a tratar das prendas de Natal em Outubro) mas Markl, amor meu, isto não é só indicado para quem era petiz nos anos 70\80... aqui a je tem muitas memórias dos anos 90 e muitos dos brinquedos\séries\comida de que falas, pertencem à minha era de petiz :) Mas sim... também falas de muitas coisas que eu não faço a mínima... but I'll always love you, baby!



Para complementar, é claro que é necessário comprar os 100 cromos, à venda na Fnac por 5€, e, que trazem um mini-tubo de Cola Universal Cisne!!


Agora um aparte, Bertrand, filha, estou deveras chateada com vocessemecê!! Então eu faço pré-reserva, sou amorosa com o mocinho que me atende, até pergunto se querem que pague no acto de reserva e estes meses todos e vossa Excelência nunca mais me disse nada? Nem uma sms, nem um telefonemazinho a dizer: Vinde cá buscar o livrinho.

Nada! Nunca me tinhas falhado, mas assim não gosto! Bertrand Má!!Bertrand vai já para o canto, de castigo!!E só sais de lá quando tiveres pensado bem no que me fizeste!